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Solução alternativa para melhorar fertilidade do solo em pastagens cultivadas

A pecuária brasileira é considerada uma das mais produtivas do mundo, destacando-se na exportação de carne para diversos países, isso se deve ao fato de que possuímos aproximadamente 200 milhões de hectares de pastagens nativas ou implantadas ao longo de nosso território e um rebanho de quase 215 milhões de cabeças de gado, porém a estimativa é que cerca de 130 milhões de hectares das pastagens brasileiras encontram-se em condições de degradação, limitando a produção que poderia ser ainda maior, gerando mais renda para o setor e principalmente dispensando a necessidade de se ampliar as áreas de pastagens, tornando a prática mais sustentável.


Através de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite foi possível constatar que a arborização das pastagens com espécies leguminosas capazes de fixar Nitrogênio do ar, como por exemplo a angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa), jacarandá-branco (Platypodium elegans), vinhático (Plathymenia foliolosa), angico-mirim (Mimosa artemisiana) e as acácias (Acacia mangium e Acacia auriculiformis), tem grande potencial de melhorar as condições do solo ao seu redor devido a possibilidade das espécies arbóreas aproveitarem os nutrientes de camadas do solo que estão fora do alcance das raízes das forrageiras e posteriormente disponibilizar esses nutrientes através de folhas, frutos e pequenos galhos que são depositados no solo ao longo do tempo. Nessas áreas, observa-se um incremento significativo de nutrientes essenciais como, fósforo (P), cálcio (Ca), magnésio (Mg), potássio (K) e matéria orgânica (MO), fato que contribui para o aumento dos teores de proteína bruta e digestibilidade das pastagens, tanto na época seca quanto na época chuvosa, mantendo a qualidade de pasto ao longo de todo o ano.


Além de se mostrar uma alternativa economicamente interessante, visto que torna dispensável o uso de insumos e mão de obra para melhorar a fertilidade do solo, a utilização das árvores cria refúgios para o gado se abrigar em dias de intenso calor, otimizando a sua produção. Essa alternativa também se mostra positiva do ponto de vista ambiental, pois evita que o solo e as águas sejam contaminados com excesso de fertilizantes químicos e possibilita melhores condições de desenvolvimento da fauna local trazendo um equilíbrio no ecossistema.


Escrito por: Lucas Fernando de Moraes, assessor de projetos Semear Consultoria.

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