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Plantas medicinais e fitoterápicos

As plantas medicinais são utilizadas pelos homens desde o início de sua história. Hoje são muito utilizadas mundialmente como recurso de medicina alternativa para o tratamento de diversas enfermidades.



Planta Medicinal, conforme a ANVISA, é toda planta ou partes dela que contenham as substâncias ou classes de substâncias responsáveis pela ação terapêutica (BRASIL, 2010). São considerados medicamentos fitoterápicos aqueles obtidos com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais, cuja eficácia e segurança são validadas por meio de levantamentos etnofarmacológicos, de utilização, documentações tecnocientíficas ou evidências clínicas”.


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) dizem que 80% da população de países em desenvolvimento utilizam de práticas tradicionais na atenção primária à saúde e, dessa parcela 85% fazem uso de plantas medicinais (Rosa et al., 2011). No Brasil pesquisas demonstram que 91,9% da população fizeram uso de alguma planta medicinal, sendo que 46% da mesma mantêm cultivo caseiro dessas plantas (ABIFISA, 2007).


O Brasil possui a maior biodiversidade do planeta, e associado com a diversidade étnica e cultural presente no país, apresenta um conhecimento vasto em relação ao uso de plantas medicinais, tendo grande potencial para o desenvolvimento de pesquisas na área. Não há dados em relação ao mercado de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil, mas estima-se que o movimento gire em tono de 1 bilhão de reais / ano. Com as diretrizes criadas para comprovação da eficácia do uso de plantas medicinais e fitoterápicos, além do aumento da segurança em sua utilização, fizeram com que esse mercado tivesse um aumento significativo de demanda.


Muitos dos marcos de legalização do uso de plantas medicinais e fitoterápicos contemplam diretrizes que ressaltam a importância da valorização do conhecimento tradicional e o respeito pelas práticas culturais de cura e manutenção da saúde, resultado da grande herança cultural de africanos, indígenas e outros povos.


Alguns exemplos populares de plantas medicinais muito utilizadas no Brasil são:


A Babosa (Aloe vera): Usada em compressas e lavagens com a seiva da folha, sendo bom para Feridas, queimaduras e inflamações na pele. Não se recomenda sua ingestão.

Similares: Calêndula, confrei e tanchagem.


A Camomila (Matricaria chamomilla): Utilizada em chás de sua flor seca. Sendo um chá calmante, bom para ansiedade, insônia.

Similares: Melissa, erva-cidreira e valeriana.


O Guaco (Mikania glomerata): Utilizado em chás ou xaropes da sua folha, sendo bom para Vias respiratórias obstruídas e estados gripais.

Similares: Eucalipto, hortelã e poejo.


O Quebra Pedra (Phyllanthus niruri): Utilizado em chás da planta toda. É Bom para Cálculos renais e infecções urinárias.

Similares: Cavalinha, carqueja e barba-de-milho


Boldo (Plectranthus barbatus): Usado como chá das suas folhas, sendo bom para Problemas digestivos, azia e indigestão.

Similares: Alcachofra, espinheira-santa e erva-doce.


São 12 os fitoterápicos presentes Rename (Relação Nacional de Medicamentos do SUS):


Alcachofra (Cynara scolymus); Aroeira (Schinus terebinthifolia); Babosa (Aloe vera); Cáscara Sagrada (Rhamnus purshiana); Espinheira Santa (Maytenus officinalis); Guaco (Mikania glomerata); Garra do Diabo (Harpagophytum procumbens); Hortelã-pimenta (Menta x piperita); Isoflavona de Soja (Glycine max); Plantago (Plantago ovata); Salgueiro (Salix alba); Unha-de-Gato (Uncaria tomentosa).


Como qualquer medicamento, não se deve utilizar medicamentos fitoterápicos sem recomendação médica e deve-se ter um cuidado especial na utilização de plantas medicinais em chás caseiros, pois estes não podem ser considerados medicinais devido a dificuldade de reconhecer quando a planta está liberando a maior quantidade de ativo e onde ele se concentra (raiz, folhas ou flores). Fatores como a época da colheita, o tipo de solo e a quantidade de chuva e sol a que a planta foi exposta também influenciam na concentração do ativo. Assim, é difícil prever qual será seu efeito.


Escrito por: Bianca Mayer, assessora do comercial Semear Consultoria.

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