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História e atualidade dos Inoculantes

Os insumos biológicos, começaram a ser produzidos em indústrias brasileiras a partir de 1956, porém essa pesquisa em microrganismos benéficos para as plantas vem sendo feita desde 1888, em que Hellriegel e Wilfarth descobriram que os nódulos nas raízes eram provocados por bactérias que transformavam nitrogênio molecular em amônia. Mas foi o microbiólogo holandês, Beijerinck, que incitou o uso na agricultura para aumento da produtividade.


Porém esse tempo cronológico é em relação ao descobrimento desse processo pelo homem, sendo que as plantas sempre fizeram essa associação com microrganismos para benefício mutuo, onde o conjunto de genes do microbioma associado supera em muitas vezes o número de genes da planta hospedeira.


Para o uso em grande escala no Brasil, percebeu-se que necessitaria de legislações para o uso de bioprocesso em escalas industriais, assim em 1980 o ministério da agricultura redigiu a lei para que as fábricas de inoculantes obtivessem registro para o funcionamento nesta atividade, deveria haver fiscalizações e as fabricas possuírem boas instalações, assim como um responsável técnico pela atividade. Isso garantiria a qualidade do inoculante em realizar seus processos.


Na atualidade, produtores e políticos vem buscando a prática de produção de bioinsumos on farm, onde será produzido na fazenda do zero ou a partir de um produto pré-pronto, há opiniões favoráveis a essa liberação, mas também negativas a essa prática, onde o processo sem uma fiscalização tão rígida quanto é aplicada nas fábricas credenciadas, pode resultar em propagação de patógenos e produção de microrganismos não desejados, deixando também a qualidade e a eficiência dos bioinsumos em dúvida.



Escrito por: Isabelle Cavagnoli Wustro, assessora de projetos Semear Consultoria.

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