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Deficiência nutricional de plantas.

Atualizado: 30 de abr.

“Como saber se minha planta está sofrendo com uma doença ou deficiência nutricional?”

Muitas vezes o sintoma de patógenos que acometem a planta podem causar sintomas semelhantes aos causados pela deficiência de nutrientes, mas para entender melhor suas características se deve observar o padrão que ela segue.


Diferente de sintomas de doenças a deficiência nutricional segue um gradiente de sintoma, pode acometer as folhas velhas primeiro, ou as folhas novas caso o suprimento de nutrientes seja interrompido, mas para isso deve-se ter em mente o comportamento dos nutrientes essenciais dentro da planta.


Um nutriente só é classificado como essencial quando comprovado que sem ele a planta não completa seu ciclo de vida, deve fazer parte do seu metabolismo e sua função é insubstituível. Tirando os elementos essenciais adquiridos da atmosfera que são Carbono, Oxigênio e Hidrogênio, sobram os nutrientes adquiridos via solo, divididos entre macronutrientes (Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio, Magnésio e Enxofre) e os micronutrientes (Boro, Cloro, Cobre, Ferro, Manganês, Molibdênio, Zinco, Níquel). Vale ressaltar que todos eles têm igual relevância e sua ausência causará sintoma de deficiência são divididos em dois grupos apenas pela quantidade exigida, os macronutrientes numa proporção de g/kg e os micronutrientes em mg/kg, mas todos são igualmente importantes.

A deficiência nutricional normalmente apresenta simetria radial de modo que o sintoma aparecerá nos dois lados da planta, além de apresentar um gradiente de sintoma, ou seja, apresentará sintoma nas folhas mais velhas ou nas folhas mais novas a não ser que a deficiência esteja em um nível tão drástico que acometa a planta como um todo. Essa característica do sintoma de aparecer antes nas folhas velhas ou novas se dá pelo comportamento dos nutrientes no metabolismo da mesma, que podem ser móveis ou imóveis na planta, esse detalhe define o padrão de sintoma que a planta vai apresentar.


Os nutrientes móveis nas plantas são: Nitrogênio, Fósforo, Potássio e Magnésio eles fazem parte de várias estruturas orgânicas nas plantas, mas podem ser transportados de regiões mais velhas para suprir a demanda nas regiões jovens (meristema apical) que garantem a vida e reprodução desse ser vivo. Com essa informação em vista pode-se chegar à conclusão que na interrupção do suprimento adequado de nutriente o sintoma de deficiência aparecerá nas folhas velhas.


Quando se fala dos nutrientes imóveis nas plantas: Cálcio, Enxofre, Boro, Cloro, Cobre, Ferro, Manganês, Molibdênio, Zinco e Níquel. Estes se ligam permanentemente as estruturas da planta, ou seja, conforme a planta for crescendo e não for suprida com nutrientes ela formará os ramos e folhas novas sem o suprimento do nutriente que não passa das folhas velhas para as novas pois está fixado nas estruturas das folhas velhas. Pensando nisso, o sintoma de deficiência aparecerá nas folhas novas primeiro.


A figura abaixo exemplifica o padrão observado quando se tem deficiência nutricional. Cada elemento tem sua particularidade e apresentará características diferentes, mas o que se pode confiar para saber se está trabalhando com déficit nutricional ou com uma doença são: gradiente de sintoma e simetria radial de sintoma, que muito dificilmente é uma característica de doença, a uniformidade. Este guia é apenas uma introdução a este assunto tão vasto que a boa identificação de deficiência nutricional vem com a experiência de um olho treinado e muito estudo.





Escrito por: Roberta Morais Mendes, assessora de Recursos Humanos da Semear Consultoria.


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